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    PCM: o que é, para que serve e como fazer o controle

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    PCM: o que é, para que serve e como fazer o controle

    PCM, sigla para Planejamento e Controle da Manutenção, é um aliado estratégico das empresas que desejam assegurar que tudo funcione no tempo certo, com o menor custo possível e o máximo de eficiência.

    Mais do que um conjunto de rotinas, o PCM é uma abordagem completa para organizar, prever e otimizar todas as ações relacionadas à manutenção, integrando recursos humanos, materiais, financeiros e técnicos.

    Uma equipe multidisciplinar composta por diversos profissionais incluindo coordenadores, supervisores e inspetores de manutenção garante desde o acompanhamento do estado dos equipamentos até a tomada de decisão baseada em dados. 

    PCM: O que é e por que é essencial para as empresas

    O PCM funciona como a engrenagem central na gestão de ativos de uma empresa, garantindo que os equipamentos operem em boas condições e de maneira confiável. 

    Entre suas principais funções, destaque para:

    • Definir metas e indicadores de desempenho para a área de manutenção;
    • Estabelecer prioridades entre os serviços técnicos a serem executados;
    • Criar e acompanhar planos de manutenção preventiva;
    • Programar atividades e recursos em conjunto com a área de produção;
    • Desenvolver padrões operacionais e procedimentos técnicos;
    • Integrar tecnologias que elevam a eficiência dos equipamentos;
    • Supervisionar equipes, capacitar profissionais e contratar serviços especializados;
    • Gerenciar documentos técnicos, estoque de peças e orçamentos;
    • Promover a adequação às normas regulamentadoras;
    • Monitorar falhas e propor medidas corretivas e de melhoria contínua.

    Através de análises técnicas, cronogramas bem definidos e o uso de indicadores, o PCM consegue identificar falhas em estágio inicial, estabelecer planos de ação e otimizar o uso dos recursos. O objetivo é evitar paradas desnecessárias e intervenções emergenciais que podem ser bastante custosas para a empresa.

    Ao implementar o PCM, a empresa deixa de enxergar a manutenção apenas como uma resposta a problemas e transforma essa área em uma ferramenta proativa na gestão operacional.

    Como o PCM impacta o setor de facilities

    Imagine um prédio corporativo em pleno expediente: a recepção cheia, salas de reunião ocupadas e funcionários seguindo com suas rotinas. Nesse cenário, o ar-condicionado central para de funcionar. Em poucas horas, o ambiente se torna desconfortável, os colaboradores perdem o foco, reuniões precisam ser canceladas e os clientes começam a reclamar.

    No setor de facilities, onde os serviços prestados muitas vezes são invisíveis até que algo dê errado, o PCM atua como um pilar silencioso, mas essencial, para garantir a previsibilidade, a segurança e a satisfação de todos os usuários do espaço.

    Ao aplicar o planejamento e o controle da manutenção de forma sistemática, é possível prever intervenções em sistemas elétricos, hidráulicos, de climatização e até de segurança patrimonial para evitar falhas críticas que podem comprometer a operação como um todo, além de permitir o acompanhamento dos custos de manutenção para reduzir desperdícios e aumentar a vida útil dos sistemas instalados. 

    Outra contribuição importante do PCM na área de facilities é a conformidade com normas regulatórias, uma vez que o Planejamento e Controle de Manutenção estabelece rotinas de inspeção e verificação para garantir que a operação se mantenha dentro dos padrões exigidos por lei, algo essencial especialmente em ambientes de alto risco, como hospitais, por exemplo.

    Vantagens do PCM 

    O Planejamento e Controle da Manutenção traz uma série de benefícios concretos que beneficiam não apenas a gestão de ativos, mas a operação como um todo, entre eles:

    • Detectar falhas ainda em estágio inicial e solucioná-las antes que se agravem ou exijam a necessidade de paradas emergenciais.
    • Promover o uso eficiente dos equipamentos para que eles operem dentro das especificações previstas em lei e dos padrões esperados, com menor desgaste e melhor desempenho. 
    • Elevar a produtividade ao realizar as paradas em momentos pré-programados, evitando interrupções inesperadas que prejudiquem a eficiência operacional.
    • Conter perdas, desperdícios e retrabalhos.
    • Garantir o uso adequado de EPIs e o cumprimento das normas de segurança, prevenindo acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
    • Minimizar os custos de manutenção ao focar em ações preventivas e preditivas, evitando o custo elevado gerado pelas manutenções corretivas.
    • Aumentar a qualidade dos produtos, já que equipamentos em boas condições resultam em produtos com maior valor agregado.
    • Aumentar a vida útil dos equipamentos, uma vez que a conservação contínua dos componentes evita danos irreparáveis às máquinas e amplia o tempo de uso dos ativos.
    • Garantir o comprimento das legislações e das normas técnicas e regulatórias, mantendo os equipamentos dentro dos padrões exigidos. 
    • Facilitar a tomada de decisões estratégicas baseadas nos dados obtidos através de registros e relatórios de manutenção.
    • Promover a eficiência operacional de modo que os recursos sejam alocados da forma mais eficiente possível e de acordo com os objetivos da empresa.
    • Facilitar adaptações e a necessidade de flexibilidade operacional diante de mudanças na empresa ou no mercado.

    Como implantar o PCM na sua empresa

    Para a implementação do PCM é necessário seguir alguns passos que podem mudar conforme as características e as necessidades da empresa. Mas as etapas essenciais de uma implementação bem-sucedida incluem:

    1. Fazer o planejamento do PCM para determinar os objetivos principais, como reduzir falhas e aumentar a disponibilidade dos ativos, fazer um inventário dos equipamentos, avaliar o nível de criticidade das máquinas, definir os tipos de manutenção mais adequados conforme a operação da empresa e estabelecer os indicadores de desempenho que ajudarão a determinar se o PCM está no caminho certo.
    1. A partir dos dados levantados na etapa de planejamento, o próximo passo é construir o cronograma de cada manutenção levando em consideração fatores como os históricos de funcionamento de cada ativo, as recomendações dos fabricantes, as normas técnicas e o nível de criticidade de cada ativo.
    1. A próxima fase é a programação das paradas necessárias, a qual deve ser articulada com as áreas responsáveis pela operação, evitando que as interrupções impactem negativamente a produção ou o serviço prestado e não interfiram severamente no tempo de inatividade dos ativos.
    1. Em seguida é necessário monitorar as manutenções programadas e os indicadores previamente estabelecidos. Se for o caso, esse é também o momento de corrigir rotas, redistribuir recursos ou fazer ajustes nas estratégias definidas anteriormente.

    A tecnologia deve se fazer presente ao longo de todas as etapas que ajudam a implementar o PCM, tornando o processo mais ágil e confiável. 

    Com a ajuda de ferramentas como softwares de gestão é possível fazer o agendamento automático de manutenções, acompanhar indicadores em tempo real, armazenar as informações em nuvem e preencher relatórios mesmo offline. 

    A tecnologia também facilita a análise de métricas como MTBF, MTTR, disponibilidade operacional e comparativos entre manutenções corretivas e preventivas.

    Erros comuns ao implementar PCM e como evitá-los

    Mesmo seguindo todos os passos para a implementação correta do PCM, algumas falhas podem comprometer os resultados do Planejamento e Controle de Manutenção, eis os mais frequentes:

    • Excesso de manutenções corretivas devido à ausência de ações preventivas e preditivas;
    • Falta de monitoramento das atividades e de indicadores de desempenho, o que impede o correto acompanhamento dos serviços e a oportunidade de melhoria contínua;
    • Excesso de retrabalhos por falta de capacitação, processos mal definidos ou ausência de recursos;
    • Custos elevados de manutenção pela falta de controle financeiro ou devido ao excesso de reparos em vez de ações preventivas;
    • Sobrecarga da equipe de manutenção por não haver cronogramas bem-estruturados das manutenções necessárias;
    • Falta de peças de reposição por ausência de uma boa gestão de estoque;
    • Desconhecimento dos índices de confiabilidade e disponibilidade dos ativos.

    Quase a totalidade desses erros pode ser evitada com a ajuda de ferramentas tecnológicas como um sistema completo de gestão que permita criar ordens de serviço e relatórios digitais, ajudando a equipe a ter um controle mais efetivo sobre as intervenções realizadas e programadas, além de um histórico para tomadas de decisão mais estratégicas.

    A importância de contar com um software de gestão para o PCM

    Confiar apenas em planilhas, papéis ou no improviso é um risco alto demais para as operações que envolvem o Planejamento e Controle da Manutenção. O ideal é investir em um software especializado capaz de automatizar e integrar todas as etapas do PCM, o que irá garantir que: 

    • As atividades de manutenção passem a ser automatizadas, eliminando processos manuais que geram retrabalho e erros;
    • Um único sistema será capaz de concentrar as funcionalidades que atendam tanto a gestão de manutenção quanto a equipe técnica em campo;
    • O cronograma de manutenção seja digital e possa ser programado automaticamente, permitindo que cada responsável visualize suas tarefas de forma clara e organizada;
    • Dashboards sejam gerados automaticamente e em tempo real, oferecendo uma visão abrangente e atualizada das condições dos ativos.

    O uso da tecnologia já deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade para as empresas que querem alcançar mais eficiência, segurança e inteligência, e na área de PCM isso não é diferente.

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