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    É possível conciliar urbanização e meio ambiente?

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    É possível conciliar urbanização e meio ambiente?

    À medida que os grandes centros urbanos se desenvolvem, cresce também o número de desafios voltados à gestão,  mobilidade e, claro, à preservação ambiental. Em contrapartida, existem iniciativas sustentáveis capazes de transformar a urbanização e o meio ambiente de modo uniforme, sem deixar nenhum de lado.

    Antes de saber quais são as soluções voltadas à urbanização sustentável é importante entender o processo e o impacto das mudanças nos centros urbanos.

    De acordo com dados da ONU, em 2020 a população urbana alcançou a marca de 4,4 bilhões de pessoas, número que representa mais da metade da população total.

    Contudo, o crescimento desenfreado em um curto espaço de tempo gerou problemas econômicos, sociais e ambientais. De modo geral, os problemas ambientais urbanos são maiores em comparação ao meio rural.

    Devido à migração em massa, somado à falta de planejamento e infraestrutura das cidades, começaram a surgir problemas que antes eram inexistentes. 

    A falta de áreas verdes, enchentes, poluição, despejo irregular de esgoto e resíduos são alguns dos problemas que afetam diretamente os recursos naturais e a qualidade de vida das pessoas. 

    Diante dos impactos ambientais, houve uma necessidade na forma de ocupação e exploração nas cidades. Portanto, pensar em urbanização e meio ambiente se tornou crucial para questões básicas como desenvolvimento, tecnologia e civilização.

    Planejamento urbano sustentável

    De acordo com o Instituto WRI Brasil, estima-se que 70% da infraestrutura que deve existir nas cidades para atender a demanda e solucionar os problemas urbanos em 2050 ainda não foram construídos.

    Portanto, promover a urbanização e adotar um modelo de cidade conectada, compacta e coordenada é de fato uma necessidade no planejamento urbano sustentável global.

    As normas do Estatuto da Cidade regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, segurança, bem-estar e equilíbrio ambiental. Dessa forma, é possível desenvolver cidades mais humanizadas e sustentáveis.

    Contudo, o acesso igualitário aos serviços urbanos e o investimento em tecnologias e políticas públicas que garantem maior vitalidade urbana são princípios que conectam a urbanização e o meio ambiente.

    A tecnologia a favor da urbanização e meio ambiente

    A sustentabilidade e a tecnologia impulsionam a urbanização sustentável. Portanto, não há como investir em um e ignorar o outro.

    Dessa forma, a busca por soluções inteligentes capazes de transformar a qualidade de vida da população com o mínimo de impacto ambiental é um desafio para a administração pública. Conheça 3 ações que integram urbanização e meio ambiente.

    Arborização Urbana

    A arborização urbana vai além da estética. A implementação é essencial para elevar a qualidade do ar nas cidades, reter a água da chuva, capturar o carbono atmosférico e evitar a formação de ilhas de calor.

    Garantindo maior controle e eficiência urbana, o papel da tecnologia no planejamento de arborização urbana é inegável.

    QR Code, sistemas de gerenciamento e cadastramento de áreas verdes, são tecnologias que impactam diretamente na natureza, segurança e, sobretudo, na qualidade de vida da população.

    Gestão de Resíduos 

    A quantidade de resíduo sólido urbano produzido e descartado irregularmente é um dos principais problemas da urbanização e meio ambiente na atualidade.

    Para combater a degradação ambiental, o gerenciamento de resíduos, atribuído às novas tecnologias, são alternativas que otimizam e controlam cada etapa do processo.

    Contudo, a tecnologia de softwares no cadastro de lixeiras e em rotas de coleta, auxiliam na 

    automatização, monitoramento e gerenciamento dos resíduos na destinação final adequada.

    Captura do dióxido de carbono

    Desde a Revolução Industrial, a humanidade já emitiu mais de 2 mil giga toneladas de dióxido de carbono. Na prática, cada giga tonelada representa um bilhão de toneladas métricas.

    Os efeitos são adversos no meio ambiente. Em contrapartida, empresas, instituições e governos têm investido em tecnologias para capturar, reduzir e remover o dióxido de carbono da atmosfera em até 90%

    Contudo, a tecnologia consiste em três etapas: captura, transporte e armazenamento do carbono. Confira abaixo os detalhes do processo.

    Captura de Carbono

    Com o objetivo de reter e posteriormente armazenar o gás carbônico, a captura de carbono pode ser feita através da pré-combustão, pós-combustão e combustão de oxi-combustível.

    • Pré-combustão: a tecnologia converte o combustível sólido, líquido ou gasoso em uma mistura de hidrogênio e gás carbônico para o processo de gaseificação. Nessa reação, o hidrogênio é usado como uma energia livre do dióxido de carbono. 
    • Pós combustão: o gás carbônico é capturado e absorvido para remover e comprimir os elementos poluentes. Além disso, há a possibilidade de separação através do processo criogênico. 
    • Combustão de oxi-combustível: através da queima de combustível com oxigênio no lugar do ar, o gás resulta em vapor de água e gás carbônico. Dessa forma, o processo de captação de carbono é maior devido à separação do oxigênio com o restante do ar.
    Transporte

    Com a tecnologia, a captura de carbono é feita para que o dióxido de carbono seja comprimido e transportado por meio de navios e gasodutos. Ou seja, tubulações utilizadas para transportar, filtrar e pressurizar o gás. 

    Armazenamento de Carbono

    Após o processo de transporte, o gás carbônico é armazenado em formações geológicas abaixo da superfície da Terra. 

    O armazenamento costuma ser em locais de extrema profundidade como aquíferos, cavernas, domos de sal, reservatórios de gás, óleo e camadas de carvão. 

    Contudo, há outras inovações que procedem da captação do gás. Por exemplo, a captura direta do ar e oceano, além da bioenergia e absorção das árvores para o armazenamento.

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    Por mais distante que a urbanização e o meio ambiente pareçam estar, é possível conectá-los e garantir soluções inteligentes em prol da população. 

    Portanto, as alternativas mais assertivas para aumentar o índices de qualidade de vida nos centros urbanos têm como base o planejamento urbano e uso de tecnologias inovadoras.

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